terça-feira, 21 de março de 2017

PMDF e PCDF: Governo Rollemberg continua brincando com as instituições


A publicação hoje no Diário Oficial do DF sobre a reorganização Administrativa da Polícia Militar acabou por causar uma insatisfação enorme dentro do círculo militar e, em especial, dos oficiais e praças que tocam a segurança pública da capital.

Observando matematicamente o Decreto, houve uma redução nos valores das gratificações concedida aos oficiais em cerca de 15% que detém a função de comando, que passam agora a ter como base o soldo de um coronel de polícia, conhecida como Gratificação de Natureza Especial (GNE).

A questão maior é que as decisões foram tomadas em âmbito de gabinetes e a tropa, e muito menos as associações representativas, não foram consultadas para que pudesse ser implantado o ato. Existem hoje policiais com mais de 15 anos na função de cabos que sequer foram promovidos. Isso é um verdadeiro desrespeito. E pior, está chegando abril e a incógnita sobre a redução dos interstícios ainda paira sobre todos.

Avaliado pela Associação dos Oficiais da PMDF / ASOF, nas palavras de seu presidente, Cel Rogério Leão, o decreto acaba por definir que “um delegado da Polícia Civil, chefe de delegacia, recebe seis vezes mais que um comandante de batalhão. Essa gratificação, é de aproximadamente R$ 8 mil enquanto a da PM era de R$ 1,5 mil, agora reduzida” mais ainda. E por que essa gratificação não foi reduzida, já que esse é o discurso do governo, se o objetivo era a “contenção de gastos”?

A associação dos oficiais, diferentemente das associações de praças da PMDF, emitiu uma nota acerca do assunto:

“Descaso com os oficiais

Já não bastasse o Decreto 37.321 de 06/maio/2016, que em nada alterou o efetivo policial militar à serviço da sociedade, agora o Governo do Distrito Federal, ou para alguns, meramente de Brasília, edita o Decreto 38.067 de 20/março/2017.

O Dec 38.067/17 se soma a mais um dos atos do GDF, que minimiza, desconsidera e marginaliza os Oficiais da PMDF, sobretudo aqueles que comandam Batalhões nas diversas regiões administrativas do DF.

Podemos até entender o descaso e a falta de diálogo com os Policiais Militares, porém o menosprezo tem nos levado ao descrédito e sobretudo ao desestímulo.
A obrigação do governante é antes de tudo respeitar seus comandados. Os atos praticados não condizem com as promessas de campanha, colocando-nos sempre em xeque perante a tropa que comandamos.

Além de não nos receber, fecha os olhos para as conquistas passadas e ainda as retira sem qualquer argumento plausível!

As comparações entre as corporações do sistema policial estão retornando ao seio da tropa! Avalie!

Não queiram nos colocar como sub categoria, pois não aceitaremos!

O respeito é uma via de mão dupla!

Cel Rogério Leão – Presidente da ASOF (Associação dos Oficiais da PMDF)”

O que estamos assistindo dentro do contexto de segurança pública no Distrito Federal é uma verdadeira falta de preparo dos gestores para lidar com a situação e um descaso e desprezo do governador Rodrigo Rollemberg para com a Polícia Militar. Brasília é a capital do país e, como tal, deveria dar o exemplo para o restante do país como uma secretaria organizada e sabedora de suas atribuições. Os índices de criminalidade estão às alturas e a maquiagem que é feita não condiz com a realidade. Qualquer transeunte questionado pode afirmar isso, basta dar um passeio pelo Sol Nascente, bairro pobre da periferia de Brasília.

O governador Rollemberg acaba de sacramentar qualquer perspectiva de reeleição. É sabido que policiais e bombeiros militares são os maiores cabos eleitorais desse país, capazes de direcionar uma densidade de votos incalculáveis. Ao preterir a Polícia Militar, braço armado e forte do Distrito Federal, acaba por enterrar seu legado político.

Polícia Civil, na espreita, aperta deputados


A Polícia Civil assiste de camarote o desenrolar dos acontecimentos. Em “greve branca” desde o ano passado, e sem sucesso, seu sindicato não conseguiu as conquistas que a classe julgava merecer. Além disso, esse mês houve a eleição para a nova diretoria e que está sob suspeita, aguardando decisão final.

A crise entre o governo do Distrito Federal e a polícia civil voltou a ser tema de vários pronunciamentos durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa desta terça-feira (21). Vários deputados se manifestaram durante a sessão sobre o tema, acompanhada por um grupo de representantes da categoria que acompanhavam a sessão nas galerias do plenário.

O deputado Welington Luiz (PMDB), líder do Bloco Trabalho por Brasília, que reúne cinco distritais, e o deputado Cláudio Abrantes (Rede), líder do Bloco Sustentabilidade e Trabalho, que conta com 4 integrantes, afirmaram que continuam e obstrução e não votam nenhum projeto do governo até que a proposta de reajuste salarial dos policiais seja encaminhada ao governo federal.

O líder do governo, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), chegou a confirmar que o secretário da Casa Civil do GDF, Sérgio Sampaio, receberá os dirigentes do sindicato da polícia civil nesta quarta-feira (22), às 18h30, mas a obstrução foi mantida. A reunião foi anunciada pelo deputado Cláudio Abrantes. Delmasso disse que a polícia de Brasília merece ter a melhor remuneração do País e que a paridade com a polícia federal deve ser respeitada porque foi uma conquista da categoria. Ele acredita que a reunião de amanhã deverá resultar numa proposta concreta.

O líder do PT, deputado Ricardo Vale, criticou a lentidão do governo nas negociações com os policiais. Welington Luiz reclamou do cancelamento das últimas reuniões e do fato dos deputados terem sido "desconvidados" dos encontros. Segundo ele, a atitude é uma tentativa de humilhação dos deputados, "inclusive da base de governo".

O deputado Agaciel Maia (PR) considerou que o GDF precisa resolver logo esta situação. Para ele, os policiais locais não podem ganhar menos do que os de outros estados, pois cuidam da segurança de todos os poderes da nação e do corpo diplomático. Ele sugeriu a construção de quadros comparativos dos salários com os de outros estados e também da evolução ao longo dos anos em relação ao Fundo Constitucional do DF.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) lembrou de acordo firmado entre o ex-governador Agnelo e o ministério do Planejamento do governo Dilma, segundo o qual a proposta de reajuste da categoria seria encaminha juntamente com a dos policiais federais. O deputado cobrou o cumprimento do acordo pelo atual governo. "Quem casa com a viúva, herda os filhos", comparou.

PMDF não aceitará tratamento diferenciado

Nas redes sociais de policiais militares, o que se ouve são as reclamações e a assunção da postura pregada pelo Chefe da Casa Militar, coronel Ribas, e do Comandante Geral da PM, Coronel Nunes, de que nenhum tratamento diferenciado seria aceito pela corporação. O governador acaba de entrar numa “sinuca de bico” que tem por obrigação resolver.

Os integrantes da corporação não tem nenhum interesse em dificultar as tratativas da PCDF com o GDF, porém, não admitem de forma alguma que isso seja tratado nos bastidores e de forma escusa, deixando de lado a maior responsável, ainda, pelo controle da criminalidade no DF.

Segundo apurado nas redes sociais, a continuar a política de diferenciação entre as corporações de segurança pública, uma possível operação tartaruga da PMDF não está descartada. A falta de incentivo na carreira, de um plano de saúde e de progressão funcional, são mais do que ingredientes para tal.

Vamos torcer que Brasília não tenha que passar por uma situação semelhante ao acontecido no Espírito Santo. Já chega o mar de lama que assola o Congresso Nacional com “imigrantes” que nada tem a ver com nossa cidade.

Da redação, com informações da CLDF

Por Poliglota...

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