segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estou preparado para enfrentar as cobras que administram Valparaíso, afirma Dr. Marcus Vinicius

O vereador mais jovem do município de Valparaíso de Goiás, o advogado e mineiro Dr. Marcus Vinicius Mendes Ferreira (PTdoB-GO), 26 anos, sonha em ser prefeito da cidade em que passou a morar quando tinha apenas 1 ano e meio de idade. Casado e pai de uma filha que nasceu no município, Dr. Marcus Vinicius foi eleito vereador na primeira eleição que disputou à Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás (CMVG), em 2012. Antes mesmo de assumir, o jovem vereador viu seu nome figurar no noticiário da grande mídia goiana e brasiliense, por causa de uma suposta compra de votos, onde a Justiça o absolveu de todas as acusações, algo que ele explica o episódio em detalhes durante a entrevista. Voz ativa na câmara, Dr. Marcus Vinicius apresentou vários projetos de lei, onde muitos foram vetados pela Casa. Segundo o vereador, o motivo seria apenas por ser um parlamentar de oposição a atual prefeita, Lucimar Nascimento (PT). No decorrer da entrevista, o vereador critica a atual gestão e se coloca como pré-candidato à Prefeitura de Valparaíso.

O que o fez entrar tão jovem para a vida pública?

Sempre estive envolvido em programas sociais. Atendi gratuitamente como advogado a população de Valparaíso, seja no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no Conselho da Mulher, na região do Pacaembu. Por meio desse atendimento jurídico, passei a ser conhecido e acabou gerando um grupo que pediu a minha candidatura na eleição de 2012. Ressalto também que a então prefeita Lêda Borges (PSDB-GO) e seu marido, Francisco, consultaram a população para saber se eu deveria ser ou não candidato. Nunca tivemos vereadores jovens na cidade até então. Sabendo disso, resolvi colocar meu nome à disposição da população, exatamente para lutar em favor de políticas públicas voltadas ao jovem, ao idoso à mulher. A minha eleição abriu uma porta muito grande na cidade. Hoje vejo vários jovens me procurando para saber sobre os procedimentos de se candidatarem em 2016. Teremos no município um grande ingresso de candidatos jovens na próxima eleição.
Quais são os seus principais projetos apresentados na câmara?

Sou o vereador que mais apresentou projetos de lei em parceria com o vereador Pábio Mossoró. Apresentamos todos os projetos em conjunto. Tenho projetos importantes, como o conselho de Transparência e Combate à Corrupção, a criação do Conselho para Suporte aos Usuários de Crack e outras Drogas, projeto que cria a Disciplina de Cidadania e Inclusão nas Escolas, o Nota Legal Municipal, que abateria o IPTU, fomentando o comércio. Outra proposição importante de minha autoria foi o da Ficha Limpa Municipal, em conjunto com outros vereadores. Destaco ainda o projeto para a Proibição de Venda de Bebidas Alcoólicas para Menores de 18 anos, onde toda a venda de bebida alcoólica seja registrada mediante documento de identidade. Apresentei mais de 80 projetos de lei na câmara. No entanto, por ser um vereador de oposição, há uma grande dificuldade para que meus projetos sejam aprovados. Por exemplo: a criação da Bolsa Estudantil é a proposição que considero mais importante. O projeto prevê que a família que recebe menos de um salário mínimo tenha a ajuda do governo de R$ 200,00, para algum membro da família poder cursar uma faculdade. Este projeto foi vetado pela câmara, um veto de caráter político. Reunimos todas as condições para termos este programa no município, já que ele existe em Luziânia, na Cidade Ocidental e está sendo implantado no Novo Gama. E, por último, outro projeto que apresentei e foi vetado pela prefeita, onde a câmara acabou aceitando o veto, apesar de tê-lo aprovado anteriormente, foi o do Tratamento do Câncer de Próstata, de Mama ou do Colo do Útero para o servidor público, que teria um dia de abono. Tal direito já é garantido aos servidores do GDF e do Estado de Goiás, menos aos servidores municipais, apenas por uma questão política.

É difícil ser oposição no atual cenário político?

Tenho o prazer de liderar a voz da oposição aqui na câmara. Cabem a nós, vereadores de oposição, defender o direito dos cidadãos. A dificuldade em ser oposição é muito grande em virtude do número de vereadores. Somos apenas três vereadores de oposição em comparação com dez vereadores da base de apoio da atual prefeita. Esse número desigual faz parte do processo democrático. O problema está na nossa dificuldade em fiscalizar os atos do Executivo municipal. Quero dar um exemplo do que aconteceu recentemente. Valparaíso enfrenta um grave problema na questão estrutural dos colégios. Fizemos uma visita para checarmos a situação. Em alguns colégios fomos até impedidos de entrar. Na sala de merenda era impossível entrar, exatamente por sabermos que já existiam denúncias nesse sentido. Em virtude disso, os diretores impediram a nossa entrada na sala de merendas. A prefeita precisa entender que a câmara não é o quintal da prefeitura. O conceito que ela tem de visão de poderes é um pouco deturpado. Fazemos uma oposição responsável. Não queremos denunciar por denunciar. Nosso objetivo é denunciar para corrigir o que está errado. Em dois anos de mandato, a prefeita ainda não propiciou meios para que tivéssemos uma conversa democrática.

Um dos problemas que afeta os cidadãos valparaisenses é a saúde. De quem é a culpa?

Nunca tivemos no município um momento tão crítico como agora. A culpa está na administração da prefeita. Os repasses estão sendo feitos à cidade. Como administradora, Lucimar não pode transferir a responsabilidade maior da saúde para o governo do estado ou o Governo Federal. Enxergo como um problema de gestão. Quando falta uma geladeira em um posto de saúde, a culpa é do governo estadual ou federal? De forma alguma. O gestor tem que assumir o ônus. A prefeita Lucimar herdou uma saúde em ascensão da gestão passada. Os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, abandonaram o local de trabalho porque não recebiam seus salários. Como gestor, jamais colocaria o Walter Mattos na Secretaria de Saúde. Para assumir um cargo dessa envergadura, é necessário ter total conhecimento da área, o que não é o caso do Walter.

Logo antes de tomar posse, trechos de uma gravação caíram na internet, onde o mostrava supostamente comprando votos. O TRE/GO o absolveu de todas as acusações em segunda instância. O senhor costuma dizer que foi uma armação que fizeram para impedi-lo de tomar posse como vereador. Poderia nos contar em detalhes o episódio?

Entrei no processo político muito jovem. Nunca tinha sido candidato. Já tinha participado como militante da campanha da prefeita Lêda Borges, do governador Marconi Perillo, mas não como postulante a cargo político. O mundo político é cercado por interesses pessoais. O coordenador da minha campanha, que eu não o conhecia anteriormente, chegou até a mim por meio de indicação. Começamos a trabalhar e no decorrer da eleição nos tornamos amigos. Quando chegou à metade do processo eleitoral, o coordenador não tinha certeza se a prefeita Lêda seria reeleita. A partir desse momento, ele armou uma situação como emboscada para me prejudicar. Inclusive a gravação não era nem do dia da eleição, mas ainda faltavam 30 dias para a votação. Após a gravação, ele se afastou da campanha, sem que eu compreendesse o motivo. A gravação não foi nem por telefone. Ele pegou o celular e gravou uma conversa ambiente, manipulando toda a situação. Quem ouvir o áudio vai perceber que no meio da gravação não é nem a minha voz que aparece, mas a dele. No começo e no final era a minha voz. Tínhamos uma dificuldade muito grande com alguns cabos eleitorais. A minha ideia era incentivar as pessoas que estavam trabalhando na campanha, mas vi que não dava certo e desisti. E ele (coordenador) falou que em algumas situações só aquilo (pagamento) serviria como incentivo. Ele gravou toda a conversa e levou para a atual prefeita (Lucimar), visando barganhar politicamente com ela. O intuito dele era mostrar para Lucimar que eu faria uma oposição firme a ela, pois sabia do meu conhecimento jurídico e administrativo, até mesmo pela minha ligação com a Lêda. Me ligaram e informaram que o áudio estava com pessoas ligadas ao PT local. Não quero comprometer o nome da prefeita Lucimar. Nem sei se houve envolvimento dela no episódio, mas a gravação estava com pessoas do PT. Foram essas pessoas que entregaram a gravação para a imprensa. No final, a Justiça entendeu que tudo não passou de uma farsa, uma armação arquitetada com o propósito de me prejudicar. A população hoje faz o correto juízo e entende que foi uma tramoia política. Para se ter uma ideia, logo depois que fui eleito vereador, quando começou os primeiros burburinhos sobre a gravação, pessoas ligadas ao PT, que hoje estão envolvidas em escândalos na cidade, me procuraram para conversar. Na conversa, elas diziam que eu tinha duas opções. A primeira era se aliar ao PT e exercer tranquilamente o meu mandato como vereador. A segunda era ser oposição à Lucimar, mas sofrer todo o processo de vazamento da gravação. Não tenho a mesma maldade que elas, de gravar conversas e sair por aí espalhando. Só da proposta que fizeram tive a convicção de que não fariam um governo sério e transparente. Não aceitei a proposta e passei por todo o processo que resultou na minha inocência. Serviu para o meu amadurecimento político e pessoal. Hoje tenho a absoluta certeza que estou preparado para enfrentar as cobras políticas que administram Valparaíso. Quero concluir dizendo que o valor de R$ 50,00 que iriam para os cabos eleitorais nunca chegou a se concretizar. Se tivesse ocorrido, eu teria sido julgado e condenado. A Justiça não encontrou nenhum indício de que houve compra de votos. Quem dera se todos os vereadores tivessem a oportunidade de passar pelo crivo do judiciário, como eu passei. De serem investigados pelo Ministério Público, como eu fui. Tive o sigilo telefônico e bancário quebrados. As pessoas que estavam ligadas politicamente a mim foram interrogadas. A Justiça realizou uma investigação minuciosa e no final fui absolvido. Tudo isso consta nos autos. O desembargador afirma no processo que se tratou de uma armação política contra mim.

O senhor disputará a reeleição na câmara ou vai pleitear a prefeitura?

Vendo a situação atual do município, me sinto na obrigação de iniciar uma política séria, de transformação, de inovação, de respeito ao morador. Chegou a hora de Valparaíso ter uma pessoa técnica, compromissada e capacitada para administrar a cidade. Cheguei aqui com 1 ano e meio de idade. Minha esposa e minha filha nasceram em Valparaíso. Quero construir uma cidade melhor para os meus filhos e netos. Acho que chegou o momento. A minha candidatura à Prefeitura de Valparaíso será marcada por meio da ética e do compromisso com o povo. Não posso hoje fugir dessa responsabilidade.

E quanto ao apoio político?

Todos os pré-candidatos do grupo da Lêda têm um acordo com ela, onde quem for o melhor dentro do grupo político será o candidato da oposição à prefeitura. Quem for o melhor vai disputar a prefeitura. Não existem nomes definidos. Trabalho para ser esse nome. Tenho o carinho e o respeito do deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO), que quer que seu partido tenha um candidato à prefeitura. Vou trabalhar para ser o candidato, com o apoio da Lêda e do governador Marconi.  Inclusive a ex-prefeita me garantiu recentemente para continuar trabalhando, pois quem decide no final das contas é o povo. Faço parte do grupo da Lêda desde o ano 2000. Sou amigo pessoal dela. Deixo o meu nome à disposição do povo de Valparaíso.

Pretende mudar de partido?

O deputado Thiago fez o convite para me filiar ao PSD. Já tive outros convites de partidos para disputar a prefeitura. O partido que eu for disputar a eleição será definido pelo governador Marconi. Sendo o PSD ou não, eu estarei na disputa, e se o povo de Valparaíso assim entender, em 2017 serei o novo prefeito da cidade.


Da Redação – Blog do Fred - http://www.blogdofredlima.com.br/

Um comentário:

  1. ESSE MERECE SER PREFEITO DO VALPARAISO, JOVEM, DINAMICO, INTELIGENTE E HONESTO CONHECO DESDE CRIANCA . SGT EGILDO . DA QUADRA 48 DA ETAPA B . TO CONTIGO GAROTO.

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