domingo, 1 de fevereiro de 2015

É hora de reocuparmos espaço..E o respeito!

Diante de tudo que vem acontecendo me vi na obrigação de tecer algumas palavras.

Como não é segredo para ninguém, participei ativamente dos últimos movimentos reivindicatórios em prol de nossa classe. Obtive apoio de muitos e, por conseguinte, muitas críticas também. Muitas delas construtivas, mas também de cunho destrutivo e covarde. Infelizmente ou felizmente, esse é o preço que se paga quando se acredita em um ideal.

Apesar das decepções acredito que nossa classe saiu daquela luta mais forte e maior do que quando começou; e isso podemos considerar um grande legado. Se ainda não somos reconhecidos e valorizados não é motivo para abaixarmos a cabeça. Temos muito por fazer. E uma delas é recuperar a condição de policiais que um dia fomos e mostrar aos infratores da lei quem é que manda no pedaço. Nesse momento delicado, concito a todos que façamos isso por nós e não por nossos governantes.


Uma vez a Operação Tartaruga ou Legalidade foi decretada para mostrarmos a toda a sociedade que temos valor e que fazemos falta. Uma vez provado isso é preciso retomar aquilo para o qual nos engajamos, que é proteger a sociedade e fazer cumprir as leis. 

Por isso, gostaria de propor um pacto com todos que é retomar a nossa condição e o território perdido. Mas para isso não é necessário termos que inventar nada ou que tenhamos que desempenhar o serviço dos outros. Basta apenas que desempenhemos a nossa missão da melhor maneira possível.

E para isso não é necessário que saiamos a caça dos meliantes, pois eles já estão aí a olhos vistos. Basta abordá-los, quando em situação de suspeição, e fazer aquilo que todos já sabem de cor e salteado.

Que retomemos aquilo que é nosso por direito, que é o controle da situação e do nosso espaço. Se estaremos enxugando gelo, paciência. Agora é hora de Operação Tolerância Zero para que se um dia tenhamos que mostrar novamente ao governo e sociedade  que fazemos falta, que eles possam realmente notar.

Peço desculpas a todos por me delongar no escrito, mas achei necessário, pois já ouvi a boca miúda que também sou um tartaruga, um desrespeito a toda a minha história de mais de vinte anos nessa caserna de bons serviços prestados.

Quem me conhece de verdade sabe que profissional eu sou.

Que Deus proteja a todos.

ST Eusvan 

18 comentários:

  1. EU OBSERVANDO ALGUNS GRUPOS DE ZAP DE AMIGOS PMS EU VEJO A VONTADE DELES DE TRABALHAR MUITO PARA MELHORAR A SITUAÇÃO ATUAL QUE VIVEM A CAPITAL FEDERAL EM RELAÇÃO A CRIMINALIDADE .
    - ALGUNS SE SENTE ACUADOS COM AS LEIS ATUAL. TRABALHANDO PARA ENXUGAR GELO, PRENDE A JUSTIÇA SOLTA
    - ALGUNS ESTAO DESCRENTE COM ESSE NOVO GOVERNO NAO ACREDITA E MELHORAS
    - ALGUNS DESCRENTE COM NOSSOS CORONEIS ESPERAVA MAIS MUDANÇA QUE NAO HOUVE
    - ALGUNS DESCRENTES COM ESSE RDE IMAGINA SENHORES EM PLENO SECULO 21 AINDA TEM ALGUNS QUE SE PREOCUPA COM BOINAS E MASCAR BORRACHA DE CHICLETE
    - UM FRASE DE UM AMIGO, ATE HOJE AS COISAS NAO MUDAM NA CORPORAÇÃO AINDA VIVEMOS DE CARTAO PROGRAMA E PONTO DE DEMONSTRAÇÃO , SEM FALAR NA VELHA FRASE DUPLA COSME E DAMIAO.

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    1. irmão falaste tudo,os comandos da pm só se preocupam em ficar sentados esquentando a bunda gorda em suas cadeiras aconchegantes nas sua salas ,só assinando punição para os praças,arrocho,planejamento algum de policiamento moderno,sempre a mesma ladainha,quando os canas dizem que estão cansados e de saco cheio é desses elementos suga sangue,só crescem em cima dos serviços dos praças,meramente isso,infelizmente as pms estão falidas em todos os estados,ninguem esta nem ai pra segurança publica,e quem sofre somos nos e a população de menos poder aquisitivo que moram em locais com alto indice de criminalidade,incluindo nos praças.a realidade dessa falta de compromisso do estado com segurança e com aqueles que confrontam diretamente com marginais é geral,trabalhei no sistema carcerário,quando dizem que não da nada pro peba,é real,cadeia no brasil é colonia de ferias.então infelizmente estamos só,porém temos que tentar fazer igual o colega do texto ora citado,digo,esquecer que enxugamos gelo,que não adianta mandar pra cadeia e arrochar.,por nós ,não pelo estado e nem por comandos.

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  2. O problema da PMDF hoje é a seguinte: Quadro defasado, Material humano encontra-se envelhecido e cansado, Expediente inchado, Categoria desvalorizada. Queira DEUS que não, más se depender dos PMS que eu conheço há começar por mim a TARTARUGA CONTINUA E CONTINUARÁ até ir pra RR.

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  3. Meu caro "Poliglota", bom dia!
    Penso que você tem razão em muitos trechos da sua reflexão, no entanto, neste momento, nenhum argumento ou apelo motivará a tropa a voltar a atuar da forma que atuava há algum tempo. Sem um diálogo franco, leal e transparente dos dirigentes das entidades representativas da classe e as autoridades da área de segurança e o governador, essa questão não será resolvida. Ao contrário, se arrastará por todo o mandato dessas autoridades. O que os servidores militares querem, e isso é colocado com objetividade e classe por seus representantes, é a valorização concreta do policial e bombeiro militar. E isso quer dizer um plano de carreira totalmente desvinculado da metodologia aplicada até hoje. Não adiante aplicar remendos frequentes numa legislação que não tem mais nenhuma aceitação da classe, nos dias atuais. A sociedade avançou culturalmente e por consequência os membros das duas corporações em todo o país também, mas a cúpula da área da segurança pública no Brasil não. Aí fica esse impasse, ou seja, de um lado o visível avanço cultural do efetivo dessas corporações e de outro a marca obsoleta da legislação a que estão submetidos. Há que se considerar também a valorização do elemento humano envolvido neste contexto, que deve ser traduzido por ações concretas para a atualização dos vencimentos da classe, que hoje não é condizente com a importância da missão que devem realizar, e por isso a realizam mal. O fato é que os índices de criminalidade e a afronta cada vez mais ousada ao sistema de segurança aumenta ser parar. Os "pebas" como dizem, percebe a inércia policial e atacam cada vez mais frequentes o Estado Brasileiro, que na área da segurança pública se materializa em cada policial, bombeiro ou policial civil, que constitucionalmente são responsáveis pela proteção da sociedade e do próprio estado. Portanto, o que a classe precisa e deseja é a inovação da legislação, de forma a construir um novo arcabouço jurídico para reger a atividade policial de forma atual, que privilegie os avanços constitucionais no serviço público que ainda não chegou para a classe policial militar. Logicamente que o ponto central dessa inovação deve consistir: primeiro na valorização do policial e bombeiro através do estabelecimento de salários justos e melhores condições de trabalho, seguido de uma legislação nova, sem qualquer amarra ao passado, que estabeleça a modernização da atividade, considerando os avanços cultural verificados em toda a sociedade, pos constituição/1988.
    Posso estar enganado, mas é o que penso.

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    1. Boa tarde nobre amigo,

      Coaduno com suas palavras em tudo. O texto publicado foi de nosso colega ST EUSVAN, que foi feliz nas suas colocações e penso semelhante a ele.

      Obrigado pela participação,

      Poliglota...

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    2. Peço desculpas ao ST Eusvan, por não ter prestado atenção na autoria do texto.

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  4. Devem ter prometido uma vaga no Choaem para o Eusvan,só isso explicaria mudança tão repentina de postura.

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    1. Prezado (pois tenho me deu vergonha de chamá-lo de nobre colega como de costume),

      Eu teria vergonha desse comentário que você acaba de fazer! Será que você agiria assim? respeitar as opiniões alheias é um dever de cada cidadão no atual Estado Democrático de Direito.

      Dizem os mais velhos que quando criticamos ferrenhamente uma pessoa são por duas razões fortíssimas: Ou não gostamos dela definitivamente ou desejaríamos estar no lugar delas.

      Respeite seu colega, e não sou advogado do ST Eusvan, mas poucas foram as pessoas que conheci com a integridade, a ética, a moral e o senso de responsabilidade como ele. Talvez se você se mirasse nessas pessoas e imagens que foram construídas não viria aqui para falar uma asneira tão absurda. Não meça as pessoas por você e não julgue ninguém, pois pelo que diz a Bíblia, esse direito só cabe a um que talvez você não tenha sido apresentado a ELE ainda.

      Lamentável seu comentário, e pior ainda, escondido no manto do anonimato. Mas com certeza, ler eu sei que o lerá. Que te sirva de lição de vida.

      Poliglota...

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    2. Acho que o Eusvan deve tá de olho em algum cargo para virar a casaca desse jeito..tô na operação legalidade até a reserva, nada me fará mudar de opinião a não ser valorização profissional pra ontem.

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    3. meu caro poliglota ,infelizmente nossa guerra não é apenas com os pebas,certos colegas são mais maquiavélicos do que eles, tentam desclassificar nossa luta através de comentário inoportuno,a maotia tenta convencer os irmãos a se unirem ,buscar forças para confrontar o mal,porém certos colegas levam para o lado pessoal,precisamos de união,força,coragem para mudar aquilo que podemos,sabedoria para traçar metas para melhor nossa missão,é chegada a hora de esquecermos guerrinhas e confrontar a realidade assustadora que esta acontecendo atualmente,vamos combater a boa luta,vamos vencer,é hora de mostrar para a pebaida que quem manda é policia,não vamos deixar os companheiros que foram tombados sem resposta,eu vou arrochar até piar.

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  5. Caro St Eusvan o problema hoje alem de toda falta de leis duras contra o crime nos pracas ainda somos desrespeitado pela nossa propria instituicao achando que somos analfas com relação a seguranca publica veja so os metodos utilizados por nossa instituicao para diminuir a violencia relatorio de 15 carros com 2 pms abordando onde nao se coibe nem as infracoes de transito porque nao ha meios mesmo assim contnua cosme e damiao funcionava na epoca governo militar pbs pd a dois rotoligts ligados policiais cansados do excesso de voluntarios e com medo de proceder ate em abordagens haja vista nao tem seguranca nem para si muito menos para os transeuntes ai fica dificil o olhar do comando nao e para os ditos comuns acham que uma minoria vão dar conta do recado ai fica dificil.

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  6. Temos que continuar a tartaruga pois nada mudou

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  7. Como voltar atuar com afinco se, os próprios gestores estrelados decadentes não se entendem entre eles? Digo isso porque no SVG de ontem na esplanada os chamados gestores de pessoal ficavam se bicando entre si, por vaidades. Nem apoio logístico existe mais para que o Praça possa tirar um serviço com dignidade.Vi Praça sendo barrado por sentinela de um órgão que necessitava fazer suas nacessidades básicas. Até pra pedir autorização pra pedir para ir no banenheiro fui repreendido pela estrela decadente que deveria ir no "horário de descanso". Não tem jeito. Não acredito mais que um dia os Praças serão respeitados como profisionais de segurança pública.`Pode trocar gestores quantas vezes quiserem. A vaca está no brejo e lá se perpetuará enquanto não tratarem a Instuição como de Estado e não como palanque politiqueiro. O fim da briosa já chegou. O pior cego é aquele que não quer vê. Praça com 26 anos de serviço.

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  8. Enquanto formos tratados (os Praças), como uma subcategoria, a segurança púbica se tornará cada vez mais um caos e vidas continuarão a serem ceifadas.

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  9. É VERDADE, TRABALHO SÓ COM VALORIZAÇÃO PRA HOJE DE PROMESSA ESTOU CHEIO, A MINHA TARTARUGA TENDE A AGIGANTAR MAIS. POIS, TUDO MAIS TUDO É SERVIÇO DOS PRAÇAS, NINGUEM AGUENTA MAIS SER TRATADO COMO ESCRAVO DOS OUTROS.

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  10. Senhores praças PM E BM, nós estamos num barco furado no meio do oceano, pois não vejo perspectivas com nenhum governo e se depender desses cel estamos cada dia pior.

    ass: parado

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  11. Boa a tarde a todos. Quando redigi o texto acima foi no intuito de chamar os colegas para a realidade que estamos vivendo hoje. E para decepção de alguns não foi para me auto promover ou mesmo mudar de postura. Mesmo porque a minha postura nunca foi baseada na omissão, prevaricação ou irresponsabilidade. Para aqueles que sempre me acompanharam sabe bem o que sempre preguei. Mas muitos confundiram a Operação Legalidade, ou Tartaruga, como queiram, com o cruzar dos braços e deixar os ratos fazerem a festa. Absolutamente! O que foi pregado é que devíamos sim desempenhar o nosso papel e deixar que os outros desempenhassem o deles. Com isso poderia nos viabilizar condições para melhor desempenhar nosso mister. Agora ler comentários do tipo que nunca mais irá voltar a fazer o seu papel, além de me entristecer também me traz uma constatação, que aquele que nunca fez nada, seja com valorização ou não, nunca o fará, pois faz parte de sua natureza parasita. Se quer ser valorizado deve ao menos demonstrar que merece esse valor. Todos somos conscientes das dificuldades que estamos vivendo agora, com efetivos reduzidos, com condições e locais de trabalho aquém do mínimo necessário, entre outros fatores que dificultam o desempenho de nosso trabalho, restando a nós duas opções: sentar no meio fio e chorar ou procurar fazer pelo menos o mínimo. Portanto, eu insisto na proposta do pacto. Relembrando que não é preciso inventar nada, apenas cumprir com a missão da melhor maneira possível e de acordo com as condições oferecidas. Não quero aqui que ninguém venha dar uma de herói colocando a sua vida e dos demais companheiros em risco. Mesmo porque boa parte das vezes nos encontramos com o mínimo na guarnição. O pacto não é para que nos desdobremos além de nossa capacidade, e sim, que retomemos ao menos a nossa condição de agentes de segurança pública, pois poderá ser muito mais difícil termos que um dia começar do zero do que fazer alguma coisa a partir de agora. Outros estados já perderam essa condição de retomar o controle. E para aquele que diz querer que a comunidade, sociedade, paisano, se exploda, lembre-se que seus filhos, pais, parentes, amigos, entre outros, fazem parte desses conjuntos também. Reflitam sobre isso. Passar bem a todos e perdão pelo longo texto.

    ST EUSVAN

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    1. Caro amigo, não "esquente" a cabeça! Tem gente aqui mesmo, que acha que não faz parte da sociedade e pensa o mesmo sobre suas famílias e amigos! Concordo contigo, no entanto, penso que, fora o serviço diário, do "combate" a estes marginais do inferno, qdo estivermos nos grandes eventos, ou situações semelhantes, como "em forma" nas preleções, etc... caso sinta realmente extrema necessidade fisiológica, como afirmou um dos colegas, em comentário anterior, o policial, após informar a quem de direto, não deve se preocupar com ordens ou determinações absurdas, quem sabe o que cada um sente fisicamente, é somente a própria pessoa, o próprio ser humano!!!! Ressalvando-se a gravidade de cada situação, o "superior" pode se dar bem mal, perante a justiça, cabe, é claro que os colegas sejam homens ou mulheres de verdade para testemunharem a verdade de forma imparcial. Queremos, além de melhores salários, equipamentos melhores, proteção jurídica, um respeito absoluto como pessoas, ou não somos humanos? Abraços.
      Sgt Pedro

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