sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Pacto pela Vida começa a ser implementado no DF

Titular da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, Arthur Trindade, anuncia as primeiras medidas do programa carro-chefe da pasta

BRASÍLIA (15/1/15) — Maior aposta do governador Rodrigo Rollemberg para reduzir a criminalidade no Distrito Federal, o programa Pacto pela Vida começa a tomar corpo. Há duas semanas à frente da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, Arthur Trindade já anunciou as primeiras medidas do projeto importado de Pernambuco (PE). A criação, nos últimos dias, de uma subsecretaria para melhorar a análise das ocorrências é vista pela equipe do governo como fundamental na elaboração das estratégias policiais.

Outra questão central na construção do Pacto pela Vida passa por uma agenda positiva de encontros mensais com a comunidade escolar, administradores regionais, conselheiros comunitários e outros importantes tomadores de decisões da sociedade. Tudo com a participação direta do governador. "O Pacto pela Vida deu certo em Pernambuco e em Minas Gerais porque os governadores assumiram o protagonismo, acompanhando de perto e participando de todas as decisões. Aqui não será diferente", afirma Arthur Trindade.

O titular da pasta pretende, ainda, dialogar com as prefeituras do Entorno do DF para que elas auxiliem na execução de programas de combate à violência. Os 20 municípios goianos vizinhos à capital do País são constantemente usados como bases por organizações criminosas atuantes no DF.

Entenda mais sobre o Pacto pela Vida na entrevista com Arthur Trindade, secretário da Segurança Pública e da Paz Social:


O senhor sempre foi um dos maiores críticos à ingerência política nas escolhas dos comandantes da Polícia Militar e dos diretores da Polícia Civil. A escolha do coronel César e do delegado Eric Seba, técnicos por natureza, pode ser considerada a primeira medida para fazer funcionar o Pacto pela Vida?

O não loteamento político da área de segurança pública é a condição necessária para o funcionamento do Pacto pela Vida. O governador tomou a corajosa decisão de não passar as escolhas desses cargos pelo crivo de partidos, um grande passo para melhorar a gestão da área.

Qual a estratégia para fazer, de fato, o policiamento comunitário funcionar?

A insegurança é algo que tem alterado a rotina das pessoas; portanto, criar o componente de aproximação do policial com a comunidade é essencial. Se o policial cria a rotina de visitar casas para saber se está tudo bem, a construção do vínculo começa de forma positiva. A população precisa saber que pode contar com a polícia não só quando ocorre um roubo ou homicídio, mas também quando precisar de auxílio para resolver pequenos incômodos.

Fazer o Pacto pela Vida funcionar exige articulação entre os governos do DF e de Goiás para resolver os problemas do Entorno. Quais medidas serão tomadas em relação à região?

Primeiramente, é preciso deixar claro que o Entorno não é um problema, mas, sim, uma solução para o desenvolvimento econômico do DF. É um grande mercado consumidor e abriga uma classe média enorme. No campo da segurança, queremos intensificar as operações com a polícia goiana, além de estreitar parcerias com prefeituras dessas cidades, pois elas podem ser muito eficientes na execução de programas de combate à violência.

O mentor do Pacto pela Vida em Pernambuco é o também sociólogo e professor universitário José Luiz Ratton. O senhor pretende consultá-lo?


Ratton é um grande amigo, colega de pesquisa e até escrevemos um livro. Certamente o consultarei, pois é um estudioso com muita experiência acumulada. Também pretendo consultar o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio Lima, e todos os policiais e pesquisadores que queiram contribuir. Há uma profunda transformação no campo da segurança pública e temos a sorte de ter vários gestores operacionais na área.


Fonte: Portal do GDF

9 comentários:

  1. O PACTO PELA VIDA EM PERNAMBUCO DEU CERTO PORQUE O GOVERNADOR PASSOU O SALÁRIO DO SD DE 1280,00 PARA 3.600,00 EM DOIS ANOS. ENTÃO PARA QUE ESSE PROGRAMA NÃO COMECE JÁ ACABADO, O GOVERNO DO DF TENHA A MESMA ATITUDE QUE O ENTÃO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO TEVE. PARA QUALQUER EMPRESA PRODUZIR ALÉM DO ESPERADO, É PRECISO QUE SE VALORIZE SEUS EMPREGADOS. JÁ DIZIA O DITADO; FUNCIONÁRIO INSATISFEITO É EMPRESA FALIDA.

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  2. AI PRAÇAS VÃO MORRER IR A CASA DE FULANO SEM SABER QUEM SÃO OS MORADORES E DAR DE ENCONTRO COM UMA BOCA DE FUMO OU PEBA ATREVIDO VÃO SER RECEBIDOS A BALA, ETA NÃO TEM JEITO MESMO SÃO TODOS IGUAIS.

    ASS: DESMOTIVADO DEMAIS

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  3. POLIGLOTA PODE EXPLICAR ESSA PORTARIA DO CMT SOBRE COTA COMPULSÓRIA , QUEM QUISER TEM 10 DIAS. POR FAVOR

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  4. Ação pela vida ou pacto pela vida... eita povim que nem sabe por nome em plano de segurança, imagine colocar em prática.

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  5. Coisa de sociólogo que nao entende nada de segurança na prática. Mais um enrolão.

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  6. olha aí Poliglota o que dizem sobre o Pacto Pela Vida em Pernambuco:

    Na área social, o maior drama está no aumento da violência. Desde 2007, quando foi criado pelo ex-governador Eduardo Campos, o Pacto pela Vida apresentou um crescimento em crimes violentos da ordem de 8,73%, com base em levantamento feito de janeiro a novembro deste ano.

    "O Pacto é uma obra maquiada. Especialistas apontam que, sem o planejamento sistemático de ações para o setor, os índices de violência não podem diminuir. Especialista no assunto, o cientista Michel Zaidan diz que há um forte apelo midiático no programa desde a sua concepção.
    A ideia do Pacto pela Vida foi concebida, segundo ele, a partir de alguns vieses perigosos, desconsiderando algumas questões fundamentais republicanas. “O conceito de 'segurança pública' parece desconhecer que segurança pública inclui educação, saúde, mobilidade, habitação, lazer, saneamento básico, acessibilidade aos bens de consumo, entre outros itens.
    Zaidan vai mais além e diz tratar-se de um programa policialesco, voltado para preservar as garantias patrimoniais e jurídicas dos cidadãos consumidores, estes sim detentores do título de cidadania. Paulo Câmara já sinalizou que começa 2015 requalificando o Pacto pela Vida, que perdeu, sem dúvida, muita credibilidade e o respeito da população".
    Blog do Magno Martins-PE

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  7. Quer mais, olha aí:

    Pela primeira vez desde que o Pacto Pela Vida foi implantado, em 2007, o primeiro ano do governo de Eduardo Campos (PSB), o número de homicídios vai crescer no comparativo em relação ao ano anterior. A meta de reduzir o número de assassinatos em 12% só foi atingida em 2009 e em 2010, porém, mesmo assim, o índice não era negativo há oito anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o programa foi usado como uma conquista da gestão socialista em Pernambuco.

    Considerando os números de 2014, o Pacto pela Vida, deverá ter resultados negativos pela primeira vez desde que foi lançado. Embora não tenha atingido a meta de diminuir o número de homicídios em 12% no ano passado, registrando queda de 7,6%, o programa agora deverá ter o primeiro aumento anual no índice de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs).
    Um levantamento feito pelo repórter Jorge Cavalcanti, que assina a coluna JC nas Ruas, mostrou que, de janeiro a 27 de novembro de 2014, o número de vítimas era 3.075, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS).

    Segundo a coluna, são apenas 26 a menos que o ano de 2013 – quando foram registrados 3.101. “Sob a ótica da estatística, não há mais qualquer possibilidade de salvar o balanço do último ano do atual governo”, diz o texto.

    Veja o que o Sindicato dos Policiais Civis pensa a respeito em nota divulgada:
    “O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) se pronuncia acerca do aumento do índice de homicídios, divulgados no dia 26/12 pelo Governo do Estado. Para o Sinpol, o que aconteceu é apenas uma constatação do que os policiais civis vêm sentindo no seu cotidiano de trabalho.
    O sindicato acredita que o Pacto Pela Vida está chegando ao seu limite e só conseguiu cumprir algumas de suas metas à custa da exploração dos policiais civis, que em função dos baixos salários, são praticamente obrigados a trabalhar em sua folga no Programa de Jornadas Extraordinárias (PJEs).
    O PJEs tem exposto os policiais a exaustiva jornada de trabalho. A categoria recebe um dos piores salários do país, trabalha nas folgas e está cansada.
    Os policiais civis do cargo de Delegado, recebem gratificação de risco de vida no valor de 225%, enquanto os demais policiais civis, recebem apenas 100% desta mesma gratificação. O policial civil de Pernambuco, diferente de muitos outros Estados da Federação, não recebe hora extra nem adicional noturno.”
    Blog do Jamildo

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  8. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal – SINPOL-DF Rodrigo Fernandes Franco (Gaúcho) em entrevista exclusiva ao Blog do Cafezinho, falou sobre Segurança Pública, a situação da classe dos Policiais Civis, concurso público, o caos na Gestão do Governo do Distrito Federal.

    Leia abaixo, o que o presidente do SINPOL – DF, falou ao Blog do Cafezinho.


    1 – Com a posse do Governador Rodrigo Rollemberg, o que muda na segurança publica do Distrito Federa,l em relação ao governo anterior?

    Não sabemos, de fato, o que mudará. Não conhecemos o Programa Pacto pela Vida e não sabemos qual será o papel dos Policiais Civis nele. Fala-se em um programa de metas e resultados, mas já trabalhamos nesse regime há algum tempo e podemos afirmar que, se for só isso, não haverá nenhuma mudança.

    A Polícia Civil está muito insatisfeita e desestimulada, apesar de ter batido vários recordes de prisões e apreensões. A carreira não está tão atraente como era antes e temos perdido muitos bons policiais para outros órgãos. Além disso, é preciso discutir um novo modelo de segurança pública, pois o que vemos é uma grande sensação de insegurança e de impunidade.

    2 – Recentemente a Polícia Civil do DF divulgou edital de concurso público para 417 vagas nos cargos de delegado, papiloscopista e perito médico-legista. Desse número, apenas 170 são para início imediato. Sabendo-se que cerca de 500 agentes e escrivães que prestaram o último concurso realizado em 2013 ainda aguardam a nomeação. Sabendo que o Governo do Distrito Federal encontra-se sem verbas sequer para pagar os atuais servidores públicos o senhor acha que o atual governo tem condições de mudar a situação caótica de um Estado falido pela péssima gestão do governo anterior e por estes policiais nas ruas para segurança da população e da mesma forma convocar os futuros concursandos?

    É preciso ter planejamento de recursos humanos, pois nossos quadros estão defasados em todos os cargos. Hoje, a polícia trabalha no seu limite. Temos, aproximadamente, três mil cargos que estão vagos, ou seja, a população sofre em razão dessa falta de uma política de gestão de pessoal. O reflexo é muito claro: muita demora no atendimento dos plantões e atraso nas investigações dos crimes.

    O cidadão paga impostos para ter um serviço de qualidade, mas os policiais são poucos. Cada policial civil tem feito o trabalho de dois ou três policiais. Temos 500 policiais prontos para trabalhar, pois já concluíram o curso na Academia de Polícia. Precisamos deles.

    Somos contra a inauguração de novas delegacias sem a contratação imediata de todos os policiais e a realização de novos concursos em todos os cargos.

    3 – O senhor como representante do SINPOL-DF instituição sempre ativa em busca dos direitos dos Policiais Civis concorda com a ação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde) em impor uma greve frente a um governo que recém começou e que não tem culpa das falhas da gestão anterior em ter deixado o Estado com o caixa vazio, tomando medidas severas de austeridade para equilibras as contas, caso a categoria dos Policiais Civis se encontrassem com os mesmos problemas seguiria o mesmo caminho?

    O direito ao salário é sagrado. Todo trabalhador tem uma família para sustentar e contas a pagar. A prioridade do Governo tem que ser o pagamento da folha daqueles que fazem o serviço público funcionar. A culpa pelo desequilíbrio orçamentário não é do servidor, que não deixou de cumprir suas obrigações. Caso aconteça com os policiais civis, convocaremos imediatamente uma assembleia geral que irá decidir as medidas a serem tomadas.

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  9. 4 – Como o SINPOL/DF pode ajudar o Governo do Distrito Federal a organizar a Segurança Pública do Distrito Federal?

    Sendo ouvidos. Somos parte de um sistema de segurança. Os governos têm o costume de realizar ações e programas sem ouvir os principais atores: os profissionais de segurança pública. E para que os policiais se sintam estimulados, é necessário que nossos anseios também sejam ouvidos. Temos combatido bem a criminalidade, mas não temos percebido um horizonte.

    5 – Qual sua mensagem para a população do Distrito Federal e os integrantes da Polícia Civil do DF?

    Desejamos uma boa gestão aos novos governantes. Como disse, os policiais têm cumprido bem o seu papel realizando milhares de prisões e apreensões todos os dias. No entanto, é preciso discutir uma nova legislação, na qual o criminoso não se sinta tão à vontade como hoje
    Blog do cafezinho

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