sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

No DF: Disputa no comando policial

Entre os cargos mais cobiçados nas forças de segurança pública, estão a direção-geral da Polícia Civil e o comando da Polícia Militar. O governador eleito, Rodrigo Rollemberg, ainda não escolheu quem vai ocupar essas funções e a definição pode ficar para 2015

Jorge Xavier: Diretor tem o apoio de representantes do governo federal.

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) e a equipe de transição podem até ter anunciado mais de 30 integrantes que irão compor os próximos quatro anos do cenário político da capital do país. Mas alguns nomes não revelados têm deixado muita gente ansiosa. Entre os mais questionados nos bastidores e nas coletivas de imprensa estão o diretor-geral da Polícia Civil e o comandante da Polícia Militar. Enquanto o governador não bate o martelo, grupos das corporações e de órgãos ligados à segurança fazem lobby para o seu preferido.

Desde os primeiros pronunciamentos, Rollemberg deixou claro que vai ouvir várias opiniões para escolher os nomes dos responsáveis por comandar os policiais do DF. Durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT), a Polícia Militar foi a que mais teve mudanças no comando. Foram cinco coronéis no posto mais alto da PM. Entre os motivos para as conturbadas trocas esteve o anúncio da compra de até 17 mil capas de chuva por R$ 5,3 milhões. A aquisição, que nem chegou a ser feita, levou Suamy Santana à exoneração. Seu sucessor, Jooziel de Melo Freire, também não se sustentou no cargo depois de um escândalo envolvendo a suspensão do plano de saúde que atendia os policiais e seus dependentes. 

Há um ano, o coronel Anderson Moura está à frente da PM. O próximo oficial, responsável por comandar uma tropa de cerca de 15 mil praças e oficiais, ainda não foi escolhido, segundo a equipe socialista. Mas, entre as conversas de bastidores dentro da corporação, o nome do coronel Florisvaldo César, atual comandante do Departamento Operacional da PM, está na lista dos mais cotados. Coronel César, como é chamado pelos militares, tem uma reputação de oficial rigoroso. Também há um trabalho interno para que o ex-secretário de Segurança coronel Paulo Roberto de Oliveira ocupe o cargo. 

Na Polícia Civil, as especulações também são fortes. Se por um lado o atual diretor, Jorge Xavier, tem o aval de representantes da segurança, por outro, parte grande da categoria votou pelo também delegado Eric Seba. Em novembro, a Associação dos Delegados de Polícia Civil e o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF, que representam a classe, realizaram uma eleição para formar uma lista para a direção. Seba ficou em primeiro lugar, com 207 votos. 

Com perfil técnico e rígido, Jorge Xavier tem chances de permanecer no cargo. Se o governador eleito levar em consideração a opinião do governo federal, como fez para escolher o secretariado, Xavier pode continuar na direção da Polícia Civil do DF. Quando assumiu o posto, em fevereiro de 2012, ele era uma das indicações da categoria e foi escolhido depois das mudanças feitas por Onofre de Moraes, que exonerou 43 delegados de uma só vez. A proposta de Xavier foi retomar a normalidade da polícia e manter a corporação em ordem. Conseguiu.

Outro nome que os socialistas receberam para a direção da Polícia Civil foi o de João Carlos Lóssio. O delegado ficou em terceiro lugar na eleição da categoria e conta com o apoio discreto da irmã, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio. O investigador era chefe da Delegacia do Núcleo Bandeirante até sair candidato à Câmara Legislativa pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), nas últimas eleições. Conquistou 2.504 votos e não se elegeu. 

Apesar das especulações e mobilizações dentro das categorias, o coordenador-geral da transição e futuro chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, garante que os nomes ainda não foram escolhidos. “Podemos definir até semana que vem. Pode acontecer de ter substituição, como pode não ocorrer. Mas isso não quer dizer que, passando o ano, eles vão permanecer no cargo”, disse Doyle.

Fonte: Correio Braziliense, por Kelly Almeida. Foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press 

5 comentários:

  1. NADA CONTRA CORONEL NENHUM DA PMDF, MUITO PELO CONTRARIO, TENHO ADMIRAÇÃO POR TODOS, MAS COM TODO O RESPEITO, E HORA DA PRIMEIRA TURMA PASSAR O BASTAO, JA SENTIMOS NA PELE COMO FUNCIONA . E HORA DE TERMOS DIAS MELHORES, QUATRO ANOS DE SOFRIMENTO E O ULTIMO ANO FOI O PIOR DA HISTORIA PARA A NOSSA CORPORAÇÃO.

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  2. Já foi dito aqui nesse blog várias vezes que a escolha do novo comandante deve passar por uma minuciosa peneira de toda tropa. Quem não se lembra das palavras de Rolemberg afirmando que a Polícia estava sem pulso e sem comando? O que ele quis dizer com isso? Pois até onde eu sei a Hierarquia e Disciplina sempre foram pilares respeitados dentro da instituição.

    O que está acontecendo é que um monte de interesseiros políticos estão prontos para fazerem suas camas nos próximos 4 anos e esquecendo que temos uma coletividade massacrada pelo incompetente governo que sai, Graças a Deus. Não adianta comandos baseados em arrochos e arbitrariedades, principalmente em função do que está se passando hoje na corporação. Efetivo sem promoção, sem plano de carreira, sem incentivo...enfim...sem nada que os motive a dar o sangue pela sociedade e muito menos pela instituição.

    O novo comando precisa ter, em primeiro lugar, a EMPATIA de toda tropa. Sem isso, será mais um fracasso e o novo governador encontrará obstáculos naturais para apresentar à sociedade uma polícia realmente efetiva, eficiente e eficaz. A hierarquia deve ser respeitada. Tivemos exemplo claro de que os comandos que passaram anteriormente nesses últimos 4 anos foram comandos DE GOVERNO e não de ESTADO. Não precisamos disso. Somos uma estrutura altamente capacitada e com bons comandantes, mas essa regra precisa ser respeitada. Não se pode comparar um coronel com um currículo de vários comandos operacionais com um coronel de gabinetes. A experiência da primeira turma de academia foi desastrosa, ineficiente e totalmente política.

    Que Deus dê discernimento e sabedoria ao novo governador para que a nomeação do futuro Chefe da corporação seja acertada. Brasília não aguenta mais tanta violência e descontrole operacional de órgãos que deveriam apresentar eficiência e isso pode desestabilizar o novo governo.

    Aguardemos e torçamos para que dias melhores sejam desfrutados nos próximos 4 anos, não só para Brasília, mas principalmente para essa instituição chamada Polícia Militar. Estamos de olho!

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  3. Quem imagina que a pm vai melhorar com os "acadêmicos" na direção tá muito enganado, agora é a vez deles desfrutarem e esquecerem as humilhações sofridas pelos R2, esses são quem não querem mudanças nenhuma, segue o enterro..............................

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  4. CFSD1995 - REFORMADO27 de dezembro de 2014 14:17

    Poliglota,

    Uma coisa imprescindível no início de 2015 é o fim imediato da OPERAÇÃO TARTARUGA que nunca deixou de existir desde 2012.

    Não sou eu quem está dizendo isso. Consulto constantemente parentes e afins sobre a percepção do atendimento diário da PMDF, e a voz é uníssona: - Ninguém consegue ser atendido pela PMDF em tempo hábil nas chamadas pelo 190. Ver um policial patrulhando então, é mais difícil ainda, exceto agora nesse fim de ano, onde vemos policiais a pé, quase sempre "novinhos".

    Se consultarmos os comerciantes em Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, etc, a voz é uma só: - Não veem policiais em sua área.

    Uma Tenente QOPMA me disse que quando está de serviço, quase não consegue contato com quase nenhuma VTR de sua área via rádio.
    Já disse aqui antes que, se essa O.T. não for desmontada a tempo, ficaremos como a PC, da qual praticamente ninguém sente falta quando faz movimento paredista.

    Nessas eleições de 2014, já houve candidato(Pitman) a governador dizendo que se ganhasse, e a PMDF não trabalhasse, ele criaria a Guarda Distrital.

    Fato é que, a PMDF se afastou bastante da comunidade nos últimos anos, como nunca antes desde a década de 90.
    Já tivemos época em que nossas reivindicações eram bem vistas pela sociedade, mas com esse afastamento, esse apoio diminuiu drasticamente. Na PCDF essa falta de apoio da sociedade, por não se identificar mais com a instituição já é bem mais antigo.

    Não confundam necessidade e imprescindibilidade com perda de identidade da Polícia junto à comunidade.

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  5. Nobre amigo,

    Uma coisa precisa ficar bem clara a governos, comandos e a própria sociedade. Essa operação a qual você se refere foi e é fruto da própria incompetência deles. Não creio que ela exista fisicamente, mas com certeza o sentimento que assolou a grande maioria dos integrantes dessas corporações é algo difícil de se tirar.

    O policial sempre fez o seu papel, e muito bem! Mas a partir do momento em que ele foi agredido e subestimado um outro sentimento tomou conta e sentimefnto não é palpável. Só existe uma via capaz de mudar isso e tanto você como toda corporação e governo sabem qual é.

    A resposta, a meu ver, está mais fácil de ser encontrada, mas não por quem cobra, mas por quem pode dar.

    Essa é minha visão.

    Abraços,

    Poliglota...

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