sexta-feira, 14 de março de 2014

Por policiais menos subservientes


É bom desconfiar de quem sempre concorda com alguém. Por motivos óbvios: cada um possui experiências particulares e se relacionou com ideias e pessoas distintas durante sua trajetória, de modo que dificilmente terá a mesma visão das coisas que qualquer outro indivíduo. Por isso desconfie de quem concorda sempre, cem por cento, com o que você diz, defende e idealiza.

Há três possibilidades para esse comportamento. Medo, interesse ou manipulação. As três são quase a mesma coisa, com sutis diferenças. O medo ocorre quando a discordância pode gerar castigo ou represália. O interesse se refere à concordância para manter um privilégio ou benefício. A manipulação ocorre quando alguém concorda apenas para alcançar resultados previamente estabelecidos.

“AS POLÍCIAS PRECISAM CULTIVAR AS DISCORDÂNCIAS, VALORIZAR A CRÍTICA, ABRIR-SE AO CONTRADITÓRIO”

Por isso a tendência geral de uma organização onde a discordância não é possível é caminhar para uma espécie de sultanato, onde cada um busca agregar-se a um “sultão”, concordando sempre com ele, fazendo-lhe favores e dando-lhe tratamento acrítico visando apenas manter a condição de súdito, ou, quem sabe, tornar-se um súdito um pouco mais  próximo e, por isso, beneficiado.

Quanto menos técnicos, profissionais, científicos e, antes de tudo, humanitários forem os pressupostos culturais de uma corporação policial, mais ela estará afundada nesse contexto de subserviência praticada por robôs defensores do “sim, senhor”.

As polícias precisam cultivar as discordâncias, valorizar a crítica, abrir-se ao contraditório. Sem isso, patinaremos eternamente no solo escorregadio do conservadorismo, o que menos precisamos nesse tempo em que vivemos reclamando do atual estado de coisas.


Fonte: Abordagem Policialpassagens promo

22 comentários:

  1. O texto é muito preciso. Existindo somente a tal subserviência inexistirão melhorias.Falando em melhorias,deem uma olhada no significado de outra palavra Sinergia ou sinergismo:

    " Do grego συνεργία, συν- (syn-) "união" ou "junção" e -εργία (-ergía), "unidade de trabalho"), é definida como o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função.
    Quando se tem a associação concomitante de vários dispositivos executores de determinadas funções que contribuem para uma ação coordenada, ou seja o somatório de esforços em prol do mesmo fim, tem-se sinergia. O efeito resultante da ação de vários agentes que atuam de forma coordenada para um objetivo comum pode ter um valor superior ao valor do conjunto desses agentes, se atuassem individualmente sem esse objetivo comum previamente estabelecido. O mesmo que dizer que "o todo supera a soma das partes".
    É a ação combinada de dois ou mais medicamentos que produzem um efeito biológico, cujo resultado pode ser simplesmente a soma dos efeitos de cada composto ou um efeito total superior a essa soma.
    Sinergia, de forma geral, pode ser definida como uma combinação de dois elementos de forma que o resultado dessa combinação seja maior do que a soma dos resultados que esses elementos teriam separadamente."

    Ou seja ,infelizmente ao dizer-se somente " sim senhor " ,estar-se-á longe de algum progresso.Sem uma possível carreira únificada também não haverão melhorias e também nenhum sinergismo institucional.

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  2. PERGUNTO A VOCÊS? ATÉ QUANDO VAMOS OBSERVAR CALADOS COMPANHEIROS DE OUTROS ESTADOS MORREREM? E NÓS NÃO VAMOS FAZEMOS NADA. ATÉ QUANDO NÓS VAMOS NOS SUBJUGAR PERANTE AOS ACONTECIMENTOS! ESPOSAS DE NOSSOS IRMÃOS DE FARDA MORRENDO CALADAS, SEM UMA VOZ PARA CONSOLAR! ATÉ QUANDO? VOCÊS SÃO POLICIAS OU NÃO? eU COMO POLICIAL ME SINTO INDIGNADO! A ÚLTIMA FRASE QUE A ESPOSA FALOU FOI! "ELE FOI MEU PRIMEIRO NAMORADO!" REAJAM POLICIAIS, PAPA MIKES, ESTAMOS MORRENDO NA MÃO DOS BANDIDOS!

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    1. irmão, morrendo na mão dos bandidos,dos politicos ,dos comandos das pms,do tal direitos humanos, que para nós pms não existe,morrendo na mão da imprensa porque não nos respeita,morrendo dando uma de herói para a sociedade que só nos reconhece quando estão na merda,não nos reconhece e nem apoia quando reivindicamos melhorias,estamos igual filho sem pai,jogados,nem a propria constituição nos reconhece como cidadãos,pois somos impedidos e cerciados do direito de expressão de reivindicar e demonstrar nossa insatisfação,somos humilhados por todos,somos apenas serviçais,apenas isso.o pais esta retrocedendo em seu progresso,vivemos uma democradura,,até expor direitos na internet esta sendo perigoso,vivemos uma liberdade assistida,pms morrem e fica por isso mesmo,nem estado e nem comandos,direitos humanos falam a respeito,para eles somos apenas numeros.

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    2. Já falei e volto a repetir: vou fazer o que for possível, fazer bico, serviço voluntário, cortar gastos para poder pagar uma escola de boa qualidade para meus dois filhos poderem estudar e futuramente poderem escolher uma profissão no serviço público que valorize e respeite o servidor. Eles nunca, jamais serão policiais militares. Não quero vê-los futuramente como eles me vêem hoje.

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    3. Irmão anônimo das 1 0:27 você está corretíssimo, não comento mais porque mesmo estando na RR alguém pode querer me recolher à papudinha, porém 5 de outubro está bem próximo. Até lá.

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  3. Enquanto se busca a valorização profissional (DINHEIRO NO BOLSO) isso é valorização e não compras de VTRs! Cursos de Saúde Financeira (deveria ser Curso de fazer milagres com o seu salário), curso de Formação Tática (deveria ser curso de como reagir aos cobradores). Esse governo (e nem outro), nunca vai valorizar quem trabalha. Eles (governantes e administradores) querem colocar na cabeça do praça que cursos valorizam sua carreira (e o pior que muitos praças acreditam). Enquanto uns buscam valorização (reconhecimento financeiro) outros buscam TAPINHAS nas costas. O... total!

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  4. Até quando,muitos vão ficar vibrando,após ter nossa moral rebaixada e sermos feitos de idiotas,por oficiais e governo??? Tem muito PM desmemoriado ou totalmente sem vergonha na cara. Ficam se matando após uma afronta destas aos nossos direitos. Me envergonho. Sim,estou na tartaruga.

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    1. LOGO LOGO ESSES TAPADOS ABRIRÃO OS OLHOS.

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  5. Grande companheiro poliglota ao longo desse tempo venho observando seus posicionamentos sobre os diversos assuntos afetos a nossa condição de militares.
    sempre que posso visito seu espaço e leio atentamente seus textos.
    realmente o policial subserviente é melhor que um policial questionador para a instituição que em um passado nem tão distante onde não deixava os policiais antigos estudarem.
    hoje temos um grande impasse, o policial hoje fala sobre o que esta escrito nos textos de leis e pede um posicionamento conforme a Lei - Principio da Legalidade, diante disso o policial que antes era ponderador hoje passou a ser chamando de esclarecido.

    Grande abraço.

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  6. A violência contra o público


    RENATO ALVES
    renatoalves.df@dabr.com.br
    Publicação: 15/03/2014 04:00


    Com a prisão de uma dúzia de policiais militares acusados de incitar os colegas a fazerem corpo mole por melhores salários, o comando da corporação candanga garantiu o fim da operação tartaruga. Seria um basta à desordem provocada por quem deveria apenas cuidar da segurança pública, mas que conseguiu levar o Distrito Federal a um tempo de violência nunca visto, inclusive comemorando cada crime no janeiro mais sangrento da história da capital.

    Apesar de a Secretaria de Segurança Pública apresentar alguns números para convencer a população sobre a suposta queda na criminalidade no DF, os episódios ocorridos em fevereiro e em março mostram o contrário.
    Pai assaltado à mão armada na frente da filha de 4 anos, na Asa Norte, numa manhã de domingo. Pedestres e ciclistas roubados frequentemente no Parque da Cidade. Aluno baleado na escola, na Asa Sul. E ainda a onda de explosão de caixa eletrônico, que chegou ao Plano Piloto, além dos ataques aos postos comunitários da PM e à Delegacia do Guará. Eventos dos quais as nossas polícias se gabavam de estarem imunes.

    Em meio a esse clima, a população vive espécie de depressão coletiva. A violência virou tema obrigatório das rodas de conversa e de preocupação diária. Pais já não deixam filhos descerem para brincar sozinhos debaixo do bloco. Mães evitam passear com bebês pelas arborizadas quadras. Todos redobram as atenções ao chegar em casa. Ninguém mais namora em carro. Muitos evitam sair à noite para se divertir em espaços abertos.

    Mesmo com as polícias mais bem pagas e bem equipadas e com a melhor proporção de contingente do país, o brasiliense se sente desamparado. Dessa forma, vemos ameaçado um dos mais felizes fenômenos surgidos na capital nos últimos tempos, o da ocupação do espaço público pelos moradores, por meio de iniciativas como piqueniques e festas gratuitas. Espero respostas e ações para recuperar a minha esperança.



    Ela que liste as transferências

    Após receber denuncias graves de que policiais militares que participaram de comissão geral na Câmara Legislativa para tratar da crise na segurança pública do Distrito Federal foram transferidos de seus locais de
    trabalho, a distrital Celina Leão formalizou um pedido de informação para o comandante da Polícia Militar, Anderson Carlos de Castro Moura. Esperava uma justificativa plausível para tais movimentações. No entanto,
    segundo Celina Leão, o comandante Anderson Moura a surpreendeu. Em uma resposta de quatro linhas,
    disse que desconhece as transferências e pediu à parlamentar que o informasse sobre o que ocorreu. Pediu até
    que listasse os nomes dos policiais transferidos. Furiosa, Celina diz que a resposta “zomba da inteligência do
    cidadão”

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    1. Esse jornalista esqueceu de citar os crimes que ocorreram nas satélites. Para ele só há violência quando esta é praticada no Plano Piloto.

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  7. geová disse:
    bom dia a todos, deveríamos nos reunir pra escolher nossos representantes no senado, câmaras , governador e presidente. Devemos dar nossa resposta em conjunto de forma coesa e dinâmica.

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  8. Porque no lugar de criarem a corregedoria, aquela prevista na PEC 51, com superpoderes, não elaboram leis mais rígidas para conter a criminalidade. Estão querendo conter ainda mais a polícia, mas quem deve ser contido está aí nas ruas, procurando novas vítimas.

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  9. nao espalhem.me matriculei em um cursinho preparatório,visando outros concursos públicos.acho que vou ter que assistir minhas aulas usando perucas e outros tipos de roupas,pois do jeito que a coisa está,corro o risco de ser preso.já que um companheiro foi preso por apenas por mandar colegas estudarem,será que tenho que pedir autorizaçao ao cmt geral p/que eu possa estudar?gostaria de pertencer a uma instituiçao mais séria.

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  10. queiram ou nao,quem está correndo atráz do prejuizo,é o dep patricio.os mais esclarecidos sabem que o agnelo traiu o patricio,prometendo a tao sonhada reestruturaçao de nossa carreira.pergunta p/reflexao.por qual motivo,alguns militares foram presos e nenhuma liderança do movimento foi?olhem os líderes do N.M.U.cel brambila,maj cruz e ten poliglota.ALGUMA COISA EM COMUM ENTRE ESSES 3?

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    1. Te respondo meu caro e sem anonimato,

      Primeiro, não seja hipócrita em afirmar isso. Fala sem conhecimento de causa e com uma demonstração clara de onde vem seu "belíssimo" comentário. Correndo atrás do prejuízo? Que prejuízo amigo? Colocaram na cadeia colegas que não tinham nenhuma participação no movimento e apenas expressaram seus pensamentos (Constitucionalmente falando). Depois soltaram porque a pressão popular foi enorme (isso sem ajuda de Direitos Humanos, OAB, Associações e etc). Esse circo já estava previamente montado meu amigo, só não enxerga quem não quer ou finge que não vê.

      Agora quer mesmo saber o porquê de não terem pego nenhuma liderança? simples, porque não havia embasamento legal para isso. Prove você onde foi que algum dia o Tenente Poliglota deu motivos para que governo, comando e justiça o enquadrasse em algum crime? Essa é a diferença entre um trabalho responsável e sem vícios, sem amarras e sem rabo preso com ninguém.

      Para finalizar sua crítica imbecil e desprovida de argumentos, saiba você que sou Oficial sim, mas por obrigação da instituição que TEVE QUE ME PROMOVER e não porque fui correr atrás como tantos que até hoje fazem isso, pensando inclusive em seu próprio interesse. Mais, desde o dia em que entrei na Polícia (01/03/1982) que coloquei em minha mente que cumpriria fielmente meus 30 anos, daria minha contribuição ao Estado e depois iria embora para que não atrapalhasse meus colegas que ficariam. Assim fiz! Dia 02 de março de 2012 dei entrada em meu pedido de reserva, fui oficial da ativa por 4 meses e fui embora. Me orgulho de um dia ter começado minha vida militar como PRAÇA e ter saído dela com o mesmo SANGUE que entrei: O DE PRAÇA!!!.
      Mais alguma dúvida porque não me prenderam, desagregador?

      Poliglota...

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    2. Vixi Martins....essa doeu.

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    3. com uma dessas, eu voltaria pra São Raimundo Nonato hoje mesmo.

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    4. tome xupa esse caroço

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  11. Praças e Oficiais são que nem água e óleo. Não se mistura.

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  12. Calma ai colega,não generalize,o Poliglota é oficial,tem sangue de praça,mas é oficial e nem por isso abandonou a causa das praças.Particulamente conheço uma meia dúzia de oficiais que nunca deixaram as estrelas assumirem suas mentes.

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  13. Caro anônimo das 12h53,
    1º estou calmo;
    2º tenho maior apreço e respeito pelo senhor Ten Poliglota; e
    3º quando me referi a água e óleo entre Praças e Oficiais quis dizer que, com relação ao texto "Por policiais menos subservientes", quis dizer que, pela maioria dos oficiais, os Praças terão sempre que ser subservientes, sem contestar e aceitar os tapinhas nas costas. O meu relacionamento com oficiais na Instituição é puramente profissional. Com raras exceções, confio muito pouco em oficial. É notório que dentro da Instituição são duas polícias: uma a dos oficiais e outra dos Praças. Ou seja, estado maior e estado menor, sendo que, o menor não pode ponderar senão é pau na moleira. Ou estou errado?

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