terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dilma, a grande derrotada da noite!



O saldo do debate promovido nesta segunda pela Jovem Pan, Folha, UOL e SBT? Uma Marina Silva que se consolidou como alternativa aos olhos do eleitorado e que cresceu, como presidenciável, atropelando Dilma Rousseff, que teve, de muito longe, o pior desempenho entre os três principais candidatos. O debate está na Internet, pode ser visto por qualquer um que não o tenha feito. O tucano Aécio Neves se saiu muito bem. Respondeu, como de hábito, com clareza e desenvoltura. Demonstrou conhecimento de causa e segurança. Mas, como afirmei no post de ontem, as circunstâncias não o transformaram em um dos polos do debate, que caminhou para o confronto entre Marina, ora no PSB, e Dilma, do PT. Qualquer juízo objetivo constata o óbvio: a candidata à reeleição perdeu feio o embate. Os petistas estão completamente desorientados.

Há dias, chamo aqui a atenção para o desastre a que as ideias fixas podem conduzir as pessoas, lembrando o Machado de Assis de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Como nunca, o PT tem sido vítima de sua natureza. Se não conseguir sair da encalacrada em que está, perdeu a eleição.

Os petistas só sabem fazer campanha presidencial contra, nunca a favor. A de 1989 se organizou na oposição a José Sarney e Fenando Collor, hoje seus queridos aliados. Em 1994, passa a ser vítima da ideia fixa: atacar os tucanos. Perdeu dois pleitos consecutivos no primeiro turno no ataque ao Plano Real, às privatizações e à Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2002, mudou de rumo: passou a falar uma linguagem propositiva e se tornou monopolista da esperança e da mudança — um discurso que hoje, tudo bem pensado, serve a Marina Silva.

Muito bem! Eleito presidente, Lula resolveu governar com os marcos macroeconômicos herdados do PSDB — não adianta disfarçar —, mas deu início à demonização do adversário. Com impressionante vigarice, o PT se portava como “oposição”, embora fosse governo, embora fosse situação, embora estivesse no controle do estado. Exercitou, no limite do possível, o discurso do ressentimento, do ódio e da perseguição aos adversários. Queria, em suma, ser o senhor — e era! —, mas com o poder das… vítimas.

Enquanto as circunstâncias econômicas foram favoráveis à construção dessa farsa, surfou na onda. Acreditem: os petistas já não contavam mais — e não contam ainda — com a possibilidade de deixar o poder. Há pouco mais de um ano e meio, falavam abertamente na reeleição de Dilma no primeiro turno e depois em mais oito anos de Lula… Tudo assim, com desassombro, sem combinar antes com a história e com o imponderável.

Para isso, no entanto, sempre dependeu de um inimigo de estimação: o PSDB. O partido era sua antivitrine, seu exemplo de elite pernóstica e insensível aos reclamos do povo. Os braços de aluguel do partido na subimprensa e na imprensa ainda insistem nessa cascata. Mas eis que surge uma Marina no meio do caminho, oriunda justamente do ninho… petista! Também sabe fazer o discurso dos “Silva”; também sabe desempenhar o papel da “vítima triunfante”; também é especialista na “demonização do outro”, embora tenha uma fala menos rascante do que a de Lula, embora se expresse com mais fluência — o que não quer dizer clareza —, embora pareça a pura expressão da mansidão.

E eis que vemos um PT sem resposta, a dar tiros no próprio pé. No debate desta segunda, Dilma tentou encurralar Marina, mas perdeu todas. Mesmo quando atacava, estava na defensiva. A petista só se esmerou no jogo bruto, beirando a grosseria, contra Aécio. Ocorre que, hoje ao menos, quem fará Dilma mudar de endereço é Marina Silva.

Depois do debate, Dilma se reuniu com seu núcleo duro de campanha — incluindo o marqueteiro João Santana e o ministro Aloizio Mercadante — e com Lula. Foi, certamente, uma reunião para lamber as feridas do dia. Marina foi a vencedora da noite, e Dilma, a grande derrotada. Os petistas vivem o dilema expresso pelo asno de Buridan, aquele que pode morrer de fome e de sede, incapaz de decidir entre a água e a alfafa. Se bate em Marina, teme se esborrachar com a rejeição do eleitorado, que vê na ex-senadora a magricela pobrezinha do seringal, que se esforçou e se tornou uma figura mundialmente conhecida. Se não bate, a magriça se agiganta e engole a máquina petista nem que seja com um trocadilho, no que ela é boa. Nesta segunda, mandou ver em mais um: “Não sou nem pessimista nem otimista, sou persistente”. O que quer dizer? Nada! Enquanto isso, Dilma, coitada!, se enrolava em números e siglas, com a cara feia, visivelmente contrariada.

Pela primeira vez, desde 2002, as circunstâncias atuam contra a ideia fixa do PT. E o partido não sabe o que fazer. Desta vez, nem o Santo Lula pode ajudar. Encontrou uma Silva que sabe ser ainda mais coitadinha e mais orgulhosa do que ele próprio. Como colar nela a pecha de candidata da Dona Zelite, né, Lula?

Por Reinaldo Azevedo / Vídeo Youtube

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eleições: Dias decisivos para a disputa no DF

Flávia, ao lado de Arruda: Escolha pela mulher do ex-governador pode ser a mais acertada, de acordo com aliados.

Em breve, o presidente do TSE, Dias Toffoli, despachará pedido do Ministério Público de suspensão da campanha de Arruda. Com as sucessivas derrotas na Justiça Eleitoral, aliados do ex-governador já pensam em nomes para substitui-lo na chapa.

A campanha do ex-governador José Roberto Arruda(PR) para tentar voltar ao Palácio do Buriti entra em momentos decisivos a partir dos próximos dias. Restam duas semanas para que a coligação possa tomar a decisão de substituir o cabeça da chapa ou mantê-lo no páreo, sob o risco de ficar sem candidato nas próximas eleições. A data de 15 de setembro é considerada o marco temporal para mudanças porque, a partir daí, encerra-se a possibilidade de alterações. Ainda que Arruda adote um discurso otimista, o grupo mais próximo de aliados começa a analisar qual é o candidato mais viável num plano B (ver quadro).

Sexta-feira, 29 de agosto, Setor Sul do Gama. A tarde chega ao fim e cerca de 300 pessoas a maioria vestindo camisetas ou balançando bandeiras verdes se acotovelam para ouvir Arruda falar. Ele repete um discurso que vem fazendo desde o início da campanha e, principalmente, nos últimos dias, desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de sua candidatura. “Não sou covarde, não sou frouxo. Se fosse, não tinha chegado até aqui. Não está sendo fácil, reconheço, mas vou até o fim. Eu não desistirei”, discursa. As pessoas aplaudem e gritam, incentivando o ex-governador.

Entre os aliados de Arruda, a avaliação é de que ele está determinado a continuar. Isso, aliás, é motivo de preocupação. Afinal, se ele ultrapassar a data decisiva de 15 de setembro na cabeça de chapa, pode colocar a perder boa parte do trabalho da coligação, caso não consiga reverter na Justiça a sua condição de ficha suja.

Se a chapa é cassada até o primeiro turno, por exemplo, apenas os outros adversários inscritos concorrem. Se a decisão da Justiça barrar a candidatura entre o primeiro e o segundo turnos, os dois candidatos mais bem classificados além dele vão para a disputa. Se Arruda vencer e continuar ficha suja após as eleições, os votos são anulados e nova eleição é convocada.

Desde que as articulações para reunir o grupo começaram a ser feitas, muito antes do período eleitoral, Arruda tem procurado ouvir a família Roriz (que agrega PMN e parte do PRTB), o ex-senador Luiz Estevão (presidente regional do PRTB), o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o senador Gim Argello(presidente regional do PTB). Outro interlocutor próximo é o candidato a vice Jofran Frejat (PR). A última decisão de Arruda foi tomada após consultar familiares e advogados.

Opções

Luiz Estevão, Frejat, Gim e a família Roriz entenderam que a permanência de Arruda favoreceria toda a coligação, incluindo o candidato ao Senado e os concorrentes à Câmara Legislativa e à Câmara dos Deputados. Fraga também se posicionou no mesmo sentido, mas foi um dos únicos a falar em uma nova opção em caso de queda do ex-governador. “Vamos juntos até quando os recursos se esgotarem. A Justiça está sendo célere na análise do caso do Arruda e esperamos ter uma resposta até 15 de setembro”, disse ele, na semana passada, ao Correio.

Arruda tem usado o caso de Joaquim Roriz para ilustrar o seu próprio. Em 2010, sob risco de ser considerado inelegível, ele abriu mão da disputa em nome da mulher, Weslian Roriz (então no PSC), no meio da campanha ela acabou derrotada. A encruzilhada do grupo de Arruda é saber qual o potencial de transferência de votos que ele teria. “A grande questão é saber se o eleitor vai votar na Flávia Arruda (mulher do ex-governador) ou no Jofran (Frejat, candidato ao vice) com a mesma certeza de que votaria no Arruda. Ela pode ser a melhor alternativa, pois é conhecida e não tem telhado de vidro, além de ter traquejo e acompanhá-lo sempre. Temos que começar a pensar nisso tudo”, afirma um aliado do grupo.

A busca por uma solução também entra na esfera jurídica. Em 9 de julho, o ex-governador foi condenado pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) por improbidade administrativa pelo envolvimento nas ações investigadas pela Operação Caixa de Pandora em 2009 — o que o deixaria inelegível à luz da Lei da Ficha Limpa. Os advogados tentam reverter a decisão dos desembargadores no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, assim, “limpar” o nome de Arruda.

Sem campanha

O TSE deve julgar esta semana um pedido feito pela Procuradoria-Geral Eleitoral para que Arruda seja impedido imediatamente de fazer campanha para o Palácio do Buriti. O procurador-geral, Rodrigo Janot, fez o requerimento por considerar que, como o ex-governador é ficha suja, não pode ser eleito, tampouco tomar posse. Dessa forma, a permanência dele na campanha engana e confunde o eleitor. Um dos ministros do TSE e STF, Luiz Fux, já defendeu a saída do candidato da campanha. Fux acredita que Arruda já está inelegível e que a permanência dele na disputa pode deixar a decisão com cara de “faz de conta”.

QUEM SUBSTITUI ARRUDA?

» Jofran Frejat (PR): o médico subiria para a cabeça de chapa. Nesse caso, outro nome ocuparia a vaga de vice.

» Flávia Peres Arruda (PR): mesmo sem ter disputado eleição, a mulher de Arruda é conhecida. Ela ocuparia o lugar do marido.

» Alberto Fraga (DEM): é outro que tem sido citado. Mas ele pensa que tem grande chance de chegar à Câmara dos Deputados e correria o risco de trocar o mais certo pelo duvidoso.

» Gim Argello (PTB): aliado de Agnelo até as vésperas da campanha, o senador poderia entrar na disputa ao governo e se arriscar, pois seu desempenho nas pesquisas para o Senado tem sido ruim.


Fonte: Por Almiro Marcos - Correio Braziliense.

domingo, 31 de agosto de 2014

Cuidado com a bruxa. Ela deu uma “saidinha”...

Volta e meia uma bruxa costuma sair de seu reduto para dar um passeio pela cidade. E por incrível que pareça, durante seu cativeiro ela só consegue arquitetar bruxarias contra policiais militares. Parece brincadeira, mas seus feitiços geralmente nos atingem.

Esse final de semana não foi muito bom para nossa corporação. Tivemos um perda fatal de um policial militar em Samambaia dia 30 e ontem uma tentativa de homicídio e latrocínio tentado ocorreu na quadra 12 do Setor Central do Gama. Nesse último caso, graças a Deus, o policial está bem e não corre perigo de morte. Levou um tiro no maxilar onde a bala se encontra alojada e aguardando cirurgia para a retirada.

Redobremos nossos cuidados, pois como se não bastasse a desmotivação que têm nos levado a não aplicação de certos cuidados com nossa segurança, parece que quando essa maldita bruxa dá uma “saidinha” ela vem com o projeto pronto, e em efeito cascata.
Bom domingo a todos,

Poliglota...


PS: Nossas condolências à família do CB Alencar, Matrícula 73.979-0, do 24º Batalhão. Que Deus conforte vossos corações e lhes conceda forças para superar essa perda irreparável.

sábado, 30 de agosto de 2014

Propostas de Campanha Poliglota 25190 – Parte 1

Nobres colegas e leitores,

A partir de hoje estaremos apresentando, dia sim dia não, pequenos vídeos com nossas propostas de campanha com assuntos diversos de nosso interesse que podem nos levar a grandes conquistas. Peço desculpas a todos, mas o tempo entre a campanha e o blog estão demasiadamente curtos.

Precisamos, mais do que nunca, nos conscientizarmos de nossas escolhas e não errarmos novamente. Cansamos de falsas promessas, mesmices e de pessoas que nunca se importaram conosco, mas apenas com seus interesses individuais. Chegou a hora de dar um basta nisso!

Por essa razão nos empenhamos em levar todos à reflexão de que precisamos de representação, mas uma representação ética, séria, honesta e transparente. Precisamos do NOVO.

Não somos famosos, não temos recursos, não somos parlamentares experts da política e muito menos políticos profissionais, mas nos pautamos na força de vontade e compromisso com nossa categoria e nos orgulhamos de não sermos subservientes a ninguém.

Contamos com o apoio de todos, policiais, bombeiros, familiares e sociedade. Vamos trazer nossa Brasília de volta.

Poliglota25190...


Vídeo  – Apresentação:




Vídeo 1 – Estímulo:


Vídeo 2 – Reunião Geral:


Vídeo 3 – Reestruturação:

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

VOCÊ SABE COMO SE ELEGE UM DEPUTADO?


Toda eleição, é a mesma coisa: muitos dos deputados mais votados não são eleitos e alguns parlamentares são eleitos com poucos votos. As pessoas sabem que isso ocorre, mas quase ninguém sabe explicar o porquê.
Outro fato eleitoral misterioso é o voto na legenda. Pessoalmente, me espantava que, nas eleições para deputados, era possível votar tanto no partido como no candidato: eu não entendia como era possível somar esses dois tipos de voto, que me pareciam incompatíveis.

A resposta para essas questões surpreende a maioria das pessoas: nessas eleições, só existe voto na legenda. Todo voto é dado para o partido, e esse é o núcleo do sistema proporcional, que é aplicado nas eleições para deputados federais, estaduais e vereadores.

Esse é um sistema engenhoso, que a maioria das pessoas desconhece justamente porque ele nunca é devidamente explicado nos meios de comunicação, sequer na publicidade institucional do TSE.

Cria-se, então, um círculo vicioso: não se explica o sistema porque ele parece complicado e ele parece ainda mais complexo porque nunca é explicado. Esse desconhecimento é prejudicial à democracia porque ele faz com que muitas pessoas votem contrariamente a seus próprios interesses por não saberem o real significado do seu voto.

Para romper esse ciclo de desinformação anti-cidadã, é preciso entender os dois modelos eleitorais que convivem em nosso país.

O sistema majoritário

No Brasil, cada estado e o DF têm direito a eleger entre 8 e 70 representantes para compor a Câmara dos Deputados, sendo que esses cargos poderiam ser preenchidos de várias maneiras. A mais fácil seria contar os votos e determinar que os candidatos mais votados seriam eleitos, o que significaria aplicar o chamado sistema majoritário, que é utilizado nos pleitos para eleger o presidente, os governadores, os prefeitos e os senadores.

Esse sistema tem a vantagem da simplicidade, mas ele tem um defeito imenso: ele privilegia a pessoa do candidato, e não nas suas idéias, o que gera muitas distorções. Imagine que, na eleição para presidente, haja três candidatos muito fortes: dois da esquerda (cada um recebendo 27% dos votos) e um da direita (que alcance 33%).

Se olharmos essa situação enfocando os candidatos não veremos nenhum problema, pois a diferença entre as votações é significativa. Porém, se entendermos que os candidatos são representantes de visões políticas e não apenas indivíduos, veremos um grave problema: apesar da maioria absoluta da população (54%) ter escolhido candidatos da esquerda, o presidente eleito seria o candidato da direita, contando com o apoio de apenas 1/3 do povo.

Assim, o sistema majoritário seleciona o candidato mais votado, mesmo quando as suas idéias não correspondem às da maioria da população. Para resolver esse problema é que se institui a votação por maioria absoluta, fazendo com que só se elejam candidatos efetivamente escolhidos por mais da metade dos eleitores.

No caso descrito, como ninguém alcançou maioria absoluta, seria preciso realizar um segundo turno de votações, em que a existência de apenas dois candidatos faria algum deles tivesse de obter mais de metade dos votos válidos. Com isso, os votos do terceiro colocado tenderiam a migrar para o segundo, pois ambos representam idéias políticas semelhantes e opostas às do candidato da direita. Então, o segundo turno é uma maneira de garantir que, no sistema majoritário, seja eleito um candidato que de fato represente as concepções políticas da maioria do eleitorado.

Entretanto, além de o segundo turno ser um instrumento muito caro (pois exige freqüentemente a realização de duas votações), ele só é aplicável nas eleições em que está em jogo apenas uma vaga, o que o torna incompatível com eleições para deputados e vereadores, nas quais se adota outro sistema.

Sistema proporcional

Esse sistema busca possibilitar o preenchimento de vários cargos, em um único turno, mas com a garantia de que os candidatos eleitos representem verdadeiramente as diversas concepções políticas existentes na sociedade. Assim, enquanto o sistema majoritário busca determinar a concepção dominante (agrupando em torno de um único candidato todos os eleitores que tenham visões semelhantes), o sistema proporcional procura retratar toda a diversidade de visões políticas de uma sociedade.

Isso é o que deve ocorrer tanto na Câmara dos Deputados como na Câmara Distrital, pois elas devem ser um retrato tão fiel quanto possível da multiplicidade de interesses e de ideologias da população que essas casas legislativas representam, pois a democracia não está em dar poder absoluto à maioria, mas na possibilidade de que todos os brasileiros se vejam representados, inclusive aqueles que fazem parte de grupos minoritários.

Por isso, na busca de garantir um legislativo efetivamente plural, equilibrando as representações das maiorias e minorias, a Constituição estabelece o sistema proporcional de eleição de deputados e vereadores.

O principal ponto desse sistema é que ele não trata os candidatos como indivíduos, mas como representantes de um grupo político. Assim, em vez de centralizar a eleição nos candidatos, o sistema proporcional privilegia os partidos, pois considera que cada partido representa um projeto político diverso. Por isso, as vagas são atribuídas aos partidos mais representativos, e não aos candidatos mais votados.

Por exemplo, há no DF oito vagas para deputado federal, a serem escolhidas por cerca de 1,6 milhão de eleitores. Assim, cada um dos deputados deve representar cerca de 1/8 do eleitorado (cerca de 200 mil eleitores). Como é pouco provável que algum dos mais de 100 candidatos atinja sozinho essa cifra tão alta, se essa eleição fosse realizada pelo sistema majoritário, vários dos eleitos teriam votação bem menor que a necessária para que eles fossem representativos.

Para evitar isso, o sistema proporcional não contabiliza os votos por candidato, mas por partido. Assim, cada partido pode apresentar 12 candidatos (150% do número de vagas), ou unir-se em uma coligação que pode lançar até 16 candidatos (200% das vagas), cujos votos serão contados em conjunto, para definir o número de cargos que serão atribuídos a cada bloco partidário. Além disso, a lei determina que somente participem da distribuição das vagas os partidos que atingirem ao menos 1/8 dos votos válidos, sendo excluídos os que ficarem abaixo desse patamar, mesmo que alguns de seus candidatos tenham obtido individualmente uma votação expressiva - por vezes acontece inclusive de o candidato mais votado não chegar a ser eleito.

Uma vez definido o número de votos de cada partido, é preciso definir os eleitos, entre os candidatos de cada bloco. É somente nessa hora que entra em cena a votação de cada candidato, pois as vagas de cada bloco partidário são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro do partido ou da coligação.

Como as campanhas são personalistas e a maioria das pessoas vota em candidatos, cria-se a ilusão de que o voto não é dado para o partido, e sim para a pessoa. Isso, porém, não passa de ilusão, pois votar em um deputado específico significa votar no seu partido, manifestando uma preferência pelo candidato escolhido. Já o voto na legenda significa que o eleitor vota em um partido, mas não tem preferência por nenhum dos candidatos.

Por isso, antes de escolher nossos candidatos militares, é preciso observar com cuidado qual é a visão política predominante no seu partido, verificar se ele faz parte de alguma coligação e buscar saber quais são os candidatos mais fortes dentro do bloco partidário, pois são provavelmente esses os candidatos que serão eleitos com o seu voto. Assim, por mais que seja preciso votar no nosso candidato, não podemos perder de vista que, dentro do sistema proporcional, o nosso voto sempre vai para o partido, contribuindo para a eleição de candidatos que não escolhemos e que muitas vezes representam ideais políticos incompatíveis com os nossos. Então devemos antes de tudo aprender como votar corretamente, temos que ter em mente que precisamos urgentemente aprender o que é política, não podemos ficar reféns de políticos civis que simplesmente não lembram de nossos votos depois de eleitos.

Por isso conclamos a todos os integrantes da Polícias e Bombeiros Militares do Brasil, para que em 2014 consigamos colocar um BANCADA DA SEGURANÇA PÚBLICA no Congresso Nacional, necessitando conseguir eleger pelo menos 01 (um) candidato de cada Estado, para termos uma bancada forte que poderá lutar e batalhar por melhorias de nossas categorias.

Texto de Alexandre Araújo Costa. Artigo publicado originalmente no Observatório da Constituição e da Democracia n. 7, sobre Direito, Democracia e Eleições. (com Alterações)

Extraído do Blog Consciência Política PM&BM

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Entrevista de Agnelo a CBN sobre a Polícia Militar

Hoje pela manhã o candidato Agnelo Queiroz concedeu uma entrevista à Rádio CBN Notícias de Brasília e falou sobre segurança pública.

Questionado sobre os problemas sobre segurança pública, principalmente a Operação Tartaruga desencadeada ano passado por policiais e bombeiros, o candidato achou que as reivindicações eram justas, porém, não soube explicar porque não cumpriu as 13 promessas feitas com as corporações nas eleições do segundo turno de 2010, o qual foi eleito com o apoio das classes.

Veja o áudio da entrevista clicando no link abaixo:

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

DF: TSE agiu como tribunal nazista, diz Mendes sobre decisão de barrar Arruda

Na sessão de ontem do TSE, que varou a madrugada, Mendes foi o único entre os sete magistrados da corte a votar por liberar a candidatura de Arruda.



O vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quarta-feira (27) que a corte agiu como um "tribunal nazista" ao mudar jurisprudência sem justificativa para barrar a candidatura do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) com base na Lei da Ficha Limpa.

"A gente não cria jurisprudência ad hoc [para fim específico], quem faz isso é tribunal nazista", afirmou. "Todo tribunal tem escrúpulo em mudar a jurisprudência e justifica. Quem tem responsabilidade institucional, justifica. Quer dizer, estou mudando por causa disso. E não faz de conta que ontem eu estava votando assim e hoje estou votando assado. Isso é brincadeira de menino.”

Na sessão de ontem do TSE, que varou a madrugada, Mendes foi o único entre os sete magistrados da corte a votar por liberar a candidatura de Arruda.

Ele entendeu que deveria prevalecer regra presente na Lei das Eleições segundo a qual impugnações de candidaturas devem levar em conta a situação do candidato no dia do pedido de registro.

Seus pares, porém, discordaram dele e defenderam que condenações que causam inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa devem ser levadas em conta durante todo o processo de julgamento do registro.

A polêmica no caso de Arruda é que, quando ele entrou com pedido, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal ainda não havia julgado o seu caso, o que viria a acontecer dias depois. O órgão colegiado confirmou a sua condenação e Arruda acabou enquadrado na Lei da Ficha Limpa.


Fonte: FERNANDA CALGARO, portal UOL

Opinião: Segurança Pública - ‘As pesquisas retratam a verdade ou mentira?’


Preocupado com a Segurança Pública no Distrito Federal fiz um levantamento de alguns candidatos a Deputado Federal e Distrital que disputam a eleição de 2014 e aparecem em algumas pesquisas sempre bem colocados na frente e que trabalham ou trabalharam nesta área (Polícia Militar e Polícia Civil do DF) e analisei se realmente iríamos ter alguma mudança substancial nesta área que se encontra caótica.


Importante salientar que antes de fazer este artigo conversei com vários policiais civis e policiais militares para obter esta opinião. 

"Alguns policiais civis informaram que a condição de votar num Distrital ou Federal seria a de que não fosse Policial Civil, uma vez que os que estão nada fizeram, isso também se enquadra para os policiais militares na mesma reciproca". 

Temos candidatos em potencial em todos os partidos, cito alguns nomes que sempre aparecem em pesquisas tanto para Deputado Federal quanto para Distrital e peço desculpas aos demais candidatos desta área de segurança que não foram citados por não aparecem em nenhuma pesquisa: 


Para Deputado Federal: Laerte Bessa (PR), Alírio Neto (PEN), Sandro Avelar (PMDB), Léo Moura (PPL), Neviton Sangue Bom (PMDB), Patríco (PT), Alberto Fraga (DEM). 

Para Deputado Distrital: Milton Barbosa (PSD), Dr. Michel (PP), Mauro Cezar (PRP), Cleber Monteiro (PHS), Fernando Fernandes (PRTB), João Carlos Lóssio (PSDB), Claudio Abrantes (PT), Wellington Luiz (PMDB), Coronel Jooziel (PEN), Guarda Jânio (PRTB), Poliglota (DEM), Aderivaldo (PHS), Ricardo Pato (PR).


Se for observado em todos os nomes citados acima encontramos nomes conhecidos de outros governos e alguns nomes novos, que nunca se candidataram antes, porém com bastante vontade de representar sua categoria que acho justo, pois, ter compromisso com a categoria seria fundamental e verdadeiro para se obter uma excelente condução de sua legislatura. Porém alguns candidatos a própria categoria não apoia e nem acredita mais em suas promessas, e não tem apoio nenhum.

Alguns nomes já tem mandato como Alírio Neto, Patrício, Dr. Michel, Claudio Abrantes, Wellington Luiz, todos Distritais e outros já tiveram mandatos em governos passados como, Alberto Fraga e Laerte Bessa que foram Deputados Federais e vem tentando mais uma vez uma vaga na Câmara Federal.

Com uma equipe desta trabalhando em prol da sociedade do Distrito Federal dentro da CLDF e na Câmara Federal teríamos realmente uma melhora ou ficaríamos na mesma com relação a Segurança Pública? Esta é a pergunta. Delegados, agentes, coronéis, oficiais e etc, seriamos mesmo gerenciados com zelo e teríamos de verdade uma segurança melhor nos próximos 4 anos de mandato? Com a atenção necessária para população? Continuar com os mesmos ou dar espaço para os que estão entrando?

Fica as perguntas.....







Fonte: Blog Informando e Detonando.